O estudante João Augusto Fantini, de 26 anos, levou um "kit de sobrevivência" para o parque, com desodorante, protetor solar, creme e água. Ele estava acompanhado do garçom Caio Pinheiro de Oliveira, de 21 anos, que explicou como é a preparação deles para os eventos. "O importante é beber muito líquido, se alimentar bem e não esquecer do protetor solar", disse Oliveira.
O perfume é para se manter com cheiro agradável durante todo o dia, apesar do forte calor que faz neste sábado (24) em São Paulo. "Não importa o sol, você tem que ficar clean", brincou Oliveira. É o terceiro ano que eles participam do Gay Day. "Um dia desses é gostoso porque você vem e pode ficar à vontade", disse Fantini.
O atendente de vendas Jonathan Tavares, de 18 anos, conta que mal dormiu nos últimos dias. "A gente chegou em casa 4h30, acordou 9h, e já veio para cá. [A maratona] começou quarta-feira e está uma loucura, a gente não conseguiu descansar. Essa é a nossa semana e temos que aproveitar", disse. A receita dele para agüentar tanta festa é não abusar do álcool.
Acompanhado de três amigos, também gays, ele fala da importância dos eventos para eles. "A gente mostra que é todo mundo igual e isso [ser gay] é uma pequena diferença", afirmou. "É nosso grito de liberdade", resumiu o agente de aeroporto Paulo Antunes, de 24 anos, que fazia parte do grupo.
O promotor de vendas Herbert dos Santos, de 21 anos, começa a preparação bem cedo para a semana da Parada Gay – marcada para este domingo (25) na Avenida Paulista. Ele intensifica os exercícios cinco meses antes e, nos dias que antecedem o evento, ingere mais proteína e água. "São eventos que simbolizam o homossexual, a gente tem que estar aqui."
A vendedora Andréa de Souza, de 26 anos, também acompanha os eventos voltados para o público gay em São Paulo. E gostou especialmente do Gay Day. "É diferente o jeito de se divertir, a gente volta a ser criança em um ambiente nosso", contou. Para ela, a receita para participar das festas é simples. "É descansar bastante, beber muito líquido e beijar muito na boca", explicou.
Quatro drag queens monopolizaram as atenções neste sábado (24) no parque da Zona Oeste. Vestidas com uniformes de futebol, elas passearam pelo parque e tiraram fotos com muitas pessoas. "Estamos pedindo a paz no futebol, vamos torcer, mas em paz", explicou o cabeleireiro Aírton de Almeida, de 36 anos, a "Sissigirl". Para ele, a visibilidade é o mais importante. "É legal ver um pai de família com uma criança e ele querer tirar uma foto com a gente. O importante é ter tolerância."
Fonte:G1


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